sexta-feira, 26 de outubro de 2012
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Balanço do passeio
A cadela calça peúgas de lodo para entrar no rio. E corre (na disposição das orelhas dela lê-se qualquer coisa parecida com felicidade).
A felicidade é um objecto sensível às perspectivas. As minhas orelhas permanecem visivelmente inalteráveis.
O lodo é o invento mais bem concebido da criação —diz a sanguessuga e, a seguir, acrescenta—: O fedor supera-se só com a falta de olfacto. Fechar os olhos não adianta.
Está vento do sul. Chover ainda não chove.
A felicidade é um objecto sensível às perspectivas. As minhas orelhas permanecem visivelmente inalteráveis.
O lodo é o invento mais bem concebido da criação —diz a sanguessuga e, a seguir, acrescenta—: O fedor supera-se só com a falta de olfacto. Fechar os olhos não adianta.
Está vento do sul. Chover ainda não chove.
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
O grito surdo
Era um dezanove qualquer e tinha
tanto frio nos ossos quanto na voz.
Nem sei se chovia se era o próprio
olhar toldado sobre os vidros sujos,
no espelho embaciado do círculo
infinito em que as horas navegam.
Era um dezanove de outono lento
e o sono aguçava as garras na parede
de pedra e musgo, no sorriso torto
dum vaso de versos caído no chão
da cozinha em silêncio. Um rumor
de feras alçou-se na névoa: é hora.
Era o dezanove dum ano enrouquecido
contra o piano seco e torpe
que mendigava mãos crepusculares.
A várzea desenhava-se trêmula
na janela: aves, árvores, águas,
um alpendre, um muro, um trilho.
Por dentro era apenas o grito
surdo dos ossos na tela da tarde.
tanto frio nos ossos quanto na voz.
Nem sei se chovia se era o próprio
olhar toldado sobre os vidros sujos,
no espelho embaciado do círculo
infinito em que as horas navegam.
Era um dezanove de outono lento
e o sono aguçava as garras na parede
de pedra e musgo, no sorriso torto
dum vaso de versos caído no chão
da cozinha em silêncio. Um rumor
de feras alçou-se na névoa: é hora.
Era o dezanove dum ano enrouquecido
contra o piano seco e torpe
que mendigava mãos crepusculares.
A várzea desenhava-se trêmula
na janela: aves, árvores, águas,
um alpendre, um muro, um trilho.
Por dentro era apenas o grito
surdo dos ossos na tela da tarde.
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Diario (secreto) de a bordo
Houbo onte instantes en que non choveu (exercicio principal: abrir e fechar o paraugas). O canal do Ariño viña (ou ía) cheo, case a rebordar: dábame o nivel polo corazón e os amieiros, mergullados ata a cintura, punteaban xilofonías pinga a pinga na tona do mansío. A auga engulira o carreiro nas marxes: só un compás desorientado sería quen de trazar a lapis azul o rumbo incerto sobre papel de prata ou lama. E así. Fun e vin. Deitouse o sol espreguizando os brazos polo monte da Pena, que se pintou nun idioma só del: amarelo, violeta e sombra de ollos.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Swinging
E pois, cá estou, a escutar jazz. Eu, eu que nem gostava de jazz, lembras? (ninguém responde), e dizias que me irias ensinar a gostar de jazz (e já não) e depois tive de aprender a sós, em meias doses.
E pois, a chave apareceu. Esculpada fica a pequena. O cérebro meu é que tem culpa e nem conserto há para ele neste início de século em que tudo, nomeadamente os direitos, andam ao desbarato. E há quem diga que as leis, mesmo que forem injustas, estão para serem cumpridas. E não estarão -digo eu, que nem cérebro tenho que me aguente as ideias nem os ideais- para serem mudadas? A chave estava na algibeira dum casaco a que ninguém sabe como foi parar.
Mas não me perguntem quem toca: sei só que tem pressa por chegar ao fim, ou parece.
Ai, é verdade: é chove e venta, mas é só lá fora, ainda.
E pois, a chave apareceu. Esculpada fica a pequena. O cérebro meu é que tem culpa e nem conserto há para ele neste início de século em que tudo, nomeadamente os direitos, andam ao desbarato. E há quem diga que as leis, mesmo que forem injustas, estão para serem cumpridas. E não estarão -digo eu, que nem cérebro tenho que me aguente as ideias nem os ideais- para serem mudadas? A chave estava na algibeira dum casaco a que ninguém sabe como foi parar.
Mas não me perguntem quem toca: sei só que tem pressa por chegar ao fim, ou parece.
Ai, é verdade: é chove e venta, mas é só lá fora, ainda.
domingo, 14 de outubro de 2012
E do lume fiz trevas...
Também eu queimei há tempo as cartas,
num amanhecer de nevoeiro brando.
Erigi a pira a um canto da sala,
acarretei achas de lenha e pinhas,
folharada de papel digital, turva ou clara
(nem sei, era tempo pretérito, subitamente
imperfeito, perdido, desencontrado)
e enchi de ar os pulmões pequenos
e alentei desesperanças e ausências,
ateei versos intermináveis e beijos.
O lume, diz-que, purifica, mas eu
antes senti a língua chamuscar-se,
tisnarem-se os olhos e esturrar-se
o fundo mais fundo e seco da alma.
Arderam-me os dedos e agora
já só escrevo pedaços de gelo
pelas margens de pedra e limos
em que equilibro o futuro avaro.
num amanhecer de nevoeiro brando.
Erigi a pira a um canto da sala,
acarretei achas de lenha e pinhas,
folharada de papel digital, turva ou clara
(nem sei, era tempo pretérito, subitamente
imperfeito, perdido, desencontrado)
e enchi de ar os pulmões pequenos
e alentei desesperanças e ausências,
ateei versos intermináveis e beijos.
O lume, diz-que, purifica, mas eu
antes senti a língua chamuscar-se,
tisnarem-se os olhos e esturrar-se
o fundo mais fundo e seco da alma.
Arderam-me os dedos e agora
já só escrevo pedaços de gelo
pelas margens de pedra e limos
em que equilibro o futuro avaro.
sábado, 13 de outubro de 2012
Martirio
Só eu para prender a Radio Nacional de nin sei onde antes da seis da mañá e ouvir unha persoa adulta sentenciar serena: "antes, antes sin pellejo que sin devoción a María". Arrepíome toda, desde a submucosa intestinal até a epiderme e apago o mundo. Ten que ser este mesmo o inicio dunha noite longa de pedra e ferro e devastación.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
A troca
E a chave da mota nunca mais aparece. Desconfio da pequena, claro. Ou de mim, da minha cabeça, que se perde por vezes num vazio de ideias, num nada de sentimentos. A chave da mota que não aparece. É a vida estes desencontros com objectos úteis ou também aqueles tropeços com seres desúteis: os ratos. Afinal, ela, a pequena, demonstrou caras habilidades. Ontem ofereceu-me dois. Em troca da chave, parecia dizer: dois por um. Abanava a cauda. E eu sorri ao seu contento: esqueci a subtil subtracção da chave da mota que nunca mais gente viu.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
No silencio atento
Agora perdín o presente
(ou as palabras que o describen)
e conto a vida nun teu reflexo de sombras.
Non escribo a chuvia da noite
nin o silencio atento da madrugada á voz.
Non acordo as horas do pasado; antes leo
o futuro perfecto a través da tua voz serena
nesa lingua de terra e frío que nos abriga.
Agora perdín o presente
(e o galo canta unha mañá antiga).
(ou as palabras que o describen)
e conto a vida nun teu reflexo de sombras.
Non escribo a chuvia da noite
nin o silencio atento da madrugada á voz.
Non acordo as horas do pasado; antes leo
o futuro perfecto a través da tua voz serena
nesa lingua de terra e frío que nos abriga.
Agora perdín o presente
(e o galo canta unha mañá antiga).
domingo, 30 de setembro de 2012
sábado, 29 de setembro de 2012
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Café gelado
Há dias, o senhor Luís, aproveitando que estávamos sozinhos, comentou-me que as águas tinham andado agitadas na esplanada. A conversa interrompeu-se pela chegada dum cliente a ocupar uma mesa vizinha e fiquei sem saber de certo o que aconteceu. Mas, a pouco que se observe, comprova-se que há mudanças de atitude entre alguns fregueses e constata-se a desaparição doutros.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Das etimologias populares
Pode-se pensar que estou concentrada a ler o César Vallejo na sua vertente surrealista. E estou. Só que por vezes há na esplanada frases dispersas pronunciadas num tom que se eleva sobre o rumor confuso das vozes. Ignoro qual foi frase anterior, também não me interessei por prestar ouvidos à seguinte. Fiquei-me pelo instante. O gajo levantou-se da cadeira, pegou no telemóvel que estava sobre a mesa e mostrou-o aos seus dois interlocutores como o fiscal mostra ao tribunal e ao público presente na sala a prova definitiva do crime (quer-se dizer, girando o torso ao de leve para a direita sobre as ancas, os olhos escancarados, uma celha mais arqueada do que a outra):
—Isto é um telemóvel, te LE móvel, ou seja: LE vo-te comigo —declarava enquanto fazia de conta que ia enfiar o dito no bolso das calças, para finalmente pousá-lo de novo na mesa e, de novo também, sentar ele.
Quem quer mais poesia, digo, provas?
—Isto é um telemóvel, te LE móvel, ou seja: LE vo-te comigo —declarava enquanto fazia de conta que ia enfiar o dito no bolso das calças, para finalmente pousá-lo de novo na mesa e, de novo também, sentar ele.
Quem quer mais poesia, digo, provas?
terça-feira, 21 de agosto de 2012
domingo, 19 de agosto de 2012
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
O desfecho
Vem aí o homem que se suicidou no outro dia —disse-me o senhor Luís no domingo, enquanto ele entornava cervejas e eu páginas.
Fora no regresso a casa que eu vira. Era na quinta, eu atravessava de bicicleta a ponte e na ponte, bem arrumadinho no chão o embrulho, duas sapatilhas pretas encima, de solas para o ar, uma camisa branca aos quadros azuis e um cinto a prendê-lo num dos barrotes inferiores da varanda. A palavra suicida atravessou-me a mente sem eu a chamar. Parei. Olhei para todos os lados. Ninguém. Assomei-me ao rio, olhei para a água. Nada. Ali mesmo, a profundidade era escassa, não dava para afogamento imediato, antes para partir o espinhaço e tudo quanto é corpo. O barco da Marinha aproximava-se a bastante velocidade, passou por baixo da ponte em direcção ao Arinho de Figueiró. Era a direcção das correntes? Viram alguma coisa eles? Vacilei. Não fazia sentido ligar para o 112. Não havia (já) urgência nenhuma ali. Porém... Ninguém passava. Cheguei a casa e subi as escadas, procurei o número da Guardia Civil, peguei no telefone, liguei. Contei a minha história.
No princípio, quando o senhor Luís falou, pensei que vinha a caminhar pela encosta acima um homem que tentara suicidar-se e "salvaram" mas logo entendi que se referia a um cortejo fúnebre que passava, lá embaixo, no terreiro da Vila. Levantei do livro os olhos escancarados: amarrei os pontos. Contei a minha história.
Não demorei a ir embora e ainda ultrapassei a procissão de morto e vivos, séquito sem padre nem estandarte, quase já à altura do cemitério, ali no fim da ponte...
Dias mais tarde ainda vim saber por outro vizinho que presenciou a retirada do cadáver do rio —o corpo partido, partido e afogado— que o homem se atirara exactamente de onde deixara a roupa como sinal.
Fora no regresso a casa que eu vira. Era na quinta, eu atravessava de bicicleta a ponte e na ponte, bem arrumadinho no chão o embrulho, duas sapatilhas pretas encima, de solas para o ar, uma camisa branca aos quadros azuis e um cinto a prendê-lo num dos barrotes inferiores da varanda. A palavra suicida atravessou-me a mente sem eu a chamar. Parei. Olhei para todos os lados. Ninguém. Assomei-me ao rio, olhei para a água. Nada. Ali mesmo, a profundidade era escassa, não dava para afogamento imediato, antes para partir o espinhaço e tudo quanto é corpo. O barco da Marinha aproximava-se a bastante velocidade, passou por baixo da ponte em direcção ao Arinho de Figueiró. Era a direcção das correntes? Viram alguma coisa eles? Vacilei. Não fazia sentido ligar para o 112. Não havia (já) urgência nenhuma ali. Porém... Ninguém passava. Cheguei a casa e subi as escadas, procurei o número da Guardia Civil, peguei no telefone, liguei. Contei a minha história.
No princípio, quando o senhor Luís falou, pensei que vinha a caminhar pela encosta acima um homem que tentara suicidar-se e "salvaram" mas logo entendi que se referia a um cortejo fúnebre que passava, lá embaixo, no terreiro da Vila. Levantei do livro os olhos escancarados: amarrei os pontos. Contei a minha história.
Não demorei a ir embora e ainda ultrapassei a procissão de morto e vivos, séquito sem padre nem estandarte, quase já à altura do cemitério, ali no fim da ponte...
Dias mais tarde ainda vim saber por outro vizinho que presenciou a retirada do cadáver do rio —o corpo partido, partido e afogado— que o homem se atirara exactamente de onde deixara a roupa como sinal.
sábado, 28 de julho de 2012
A descoberta
É sábado, mas não parece. Ou talvez parece até ao ponto de ser-se: aos sábados abandono o lugar cativo na minha esplanada às massas e refugio-me no bar dos bombeiros. Aquilo é paz em tamanho familiar e por ausência. Lá encontro o guarda do Convento mas os neurónios movem-se ao ralênti e só reconhecem quando ele já foi embora na carrinha... Desgraçada é que eu sou, e mais que irei ser: doravante é tudo sempre às arrecuas.
Do resto, é o menu do costume: descafeinado (triste) e água das Pedras, o único de borbulhante que na minha vida entra... ou não!?: tiro o celofane ao livro de contos em edição leve e cuidada duma chamada Companhia das Ilhas, e como é bom saber que ainda há ao meio do Atlântico quem sonhe para quem fica lastrado em terra firme:
Do resto, é o menu do costume: descafeinado (triste) e água das Pedras, o único de borbulhante que na minha vida entra... ou não!?: tiro o celofane ao livro de contos em edição leve e cuidada duma chamada Companhia das Ilhas, e como é bom saber que ainda há ao meio do Atlântico quem sonhe para quem fica lastrado em terra firme:
"Curioso, soergueu o morto pelos colarinhos e deu-lhe duas galhetas só para lhe sentir os ossos. Este cabrão levou a vidinha a comer galinha, pensou. Virou-o de novo e perscrutou-lhe os bolsos de trás. Tinha o bilhete de identidade moçambicano. Leu: Zibelina Capristano Guente, casado. Quem se deitaria com tão fraco descaminho?"
António Cabrita. "A boa vizinhança". Ficas-me a dever uma noite de arromba.
Companhia das Ilhas. Lajes do Pico. 2012
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Inciso e directo
Andan a ser todos idénticos os amañeceres: neboeiro, pardais que chirlan, galos que cantan, asperxedores que se abren á hora programada no xardín do veciño, un can ou dous que ladran. E, pouco e pouco, o volume sobe. Algunha alma madrugadora que saíu a camiñar de mañá cedo. E eu, que a ver se me poño a traballar xa.
(Entre tanto, os que teñen oportunidades e pasta aínda estrágana en ir de vacacións á Madeira, cando existen os Azores. E logo quéixanse. Querían era un pau na cabeza. Ben dado.)
(Entre tanto, os que teñen oportunidades e pasta aínda estrágana en ir de vacacións á Madeira, cando existen os Azores. E logo quéixanse. Querían era un pau na cabeza. Ben dado.)
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Verde que te quiero verde
Acorda-me o despertador e quase do único que tenho de vontade é de desliga-lo. Desligo. Uma hora mais tarde acordo. É dia. Está cinzento (os nevoeiros de agosto andam perdidos no calendário). Na rádio a música é a mesma de ontem: réquiem, um réquiem medonho e desafinado. Já na mesa, debruçada sobre a chávena, só tenho vontade de continuar a dormir, ali mesmo, o nariz enfiado nem que seja no arremedo de café que inventei para não me hipertensar (prometi ao meu médico não morrer antes de ele se reformar, haja paciência). Mas afinal, o verde do azeite sobre o pão, trazidos ambos da outra margem do rio conseguem que eu abra os olhos e diga: "Enfim...".
sábado, 7 de julho de 2012
A festa nacional
Está así un sábado de mañá coma tantos, poalla cincenta e boa temperatura, a paxarada como que este outono non é con eles e na radio un coro canta as glorias ao deus do santilorio ladrón de petos e pergameos.
Habemus codices, que é coma quen di materia para rexouba e sorna transformada nas terrazas a cuberto do orballo en leria e gargalladas, ofensas á presunción de inocencia, ao concepto da familia que reza unida ratea unida, ao misal, ao rosario (quen sabe, talvez, tamén produto de latrocinio?) e aos cartos baixo e no ladrillo. Repártense minutos de gloria ao torto e ao dereito: comisarios, deáns, alcaldes, presidentes e pobo: os tres estados medievais xuntos nun rectángulo de plasma ou led con subtítulos. Os pallasos esborranchan o sorriso plástico e a levita ante o espello do camerino, que o circo non morreu.
Habemus codices, que é coma quen di materia para rexouba e sorna transformada nas terrazas a cuberto do orballo en leria e gargalladas, ofensas á presunción de inocencia, ao concepto da familia que reza unida ratea unida, ao misal, ao rosario (quen sabe, talvez, tamén produto de latrocinio?) e aos cartos baixo e no ladrillo. Repártense minutos de gloria ao torto e ao dereito: comisarios, deáns, alcaldes, presidentes e pobo: os tres estados medievais xuntos nun rectángulo de plasma ou led con subtítulos. Os pallasos esborranchan o sorriso plástico e a levita ante o espello do camerino, que o circo non morreu.
sexta-feira, 6 de julho de 2012
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Em pôr-do-Sol
Continuo a ouvir o adágio
em andamento que me afasta
para mais longe ainda
dos clarins e os espaventos
e nem sequer estás tu já
para me desvendares os porquês
de tanto que não compreendo.
em andamento que me afasta
para mais longe ainda
dos clarins e os espaventos
e nem sequer estás tu já
para me desvendares os porquês
de tanto que não compreendo.
domingo, 1 de julho de 2012
Subscrever:
Mensagens (Atom)