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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

De cada palabra



Dona'm la mà que anirem per la riba
ben a la vora del mar
                                    bategant

Joan Salvat-Papasseit

terça-feira, 5 de junho de 2012

O homem de preto

Não gosta de chuva. É por isso que a luz vai atrás dele. Em dias de temporal os olhos perdem-se-lhe por histórias de dentro. Tem sempre palavras como estrelas na língua para oferecer à escuridão dos tristes. A pele dele sente-se no abraço macia e cálida, como uma carícia de nunca esquecer nem nas memórias apagadas. Veste muito de preto para absorver os raios solares todos, um por um, e devolvê-los em frases de renda colorida pintadas.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

A lareira








Na cozinha do Convento de S. Paio
Vila Nova de Cerveira
3 de Junho de 2012

sábado, 2 de junho de 2012

Embaraço não é gravidez







Valter Hugo Mãe na apresentação do seu
O filho de mil homens em Vila do Conde





Amanhã, domingo 3 de Junho, o Valter Hugo Mãe vai estar na Feira do Livro de Vila Nova de Cerveira, na hora da sesta, pelas 16.00 (hora de Lisboa), 17.00 (hora de Berlim). Diz-que vou ser eu a apresentá-lo... Mais não digo (não vá ficar muda antes da hora a qualquer hora).

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Formigando

(E não é que tenho a caixa dos correios cheia de estrelinhas amarelas com encomendas?)

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O meu primeiro regalo de Reis






Amparo
Alumna do Colexio San Xerome, da Guarda



Grazas, Condado, por este pedazo de mar da túa man...

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Envoltório

Para a Ana Saraiva, a 9 de dezembro de 2011

Hoje não tenho prenda para te oferecer.
Fiquei à espera na soleira de casa
olhando ao céu: nenhum mar se via,
nem pianos de vela a sulcarem os instantes;
apenas me sobram garças que se abrigam no sul
das minhas mãos solitárias,
amieiros nus que morrem pelas margens,
um grasnido frio de corvo, véus rasgados de névoa
e os caminhos a que nunca achei fim.

Não tenho prenda alguma que te dê.
Foi por isso que escolhi para ti
o meu mais viçoso rebento de abandono
embrulhado em azul de águas
sobre um fundo de areias raras.