A tradución galega do Ulises de James Joyce, realizada por
Antón Vialle, Eva Almazán, Xavier Queipo e María Alonso Seisdedos,
recibiu o Premio Nacional a la Mejor Traducción de 2013 que outorga o Ministerio de
Educación, Cultura e Deporte de España.
(Desculpen que non exteriorice a miña alegría pero aínda estou baixo os efectos da gasosa e a lata de mexillóns en escabeche da celebración de onte.)
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quarta-feira, 5 de novembro de 2014
domingo, 8 de junho de 2014
segunda-feira, 7 de abril de 2014
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
E máis do mesmo
Editorial Galaxia e a Real Academia Galega presentan a tradución do:
ULISES
de James Joyce
No acto participarán Carlos Lema, en representación da Editorial Galaxia, os tradutores María Alonso Seisdedos, Eva Almazán, Xavier Queipo e Antón Vialle, Antonio de Toro, catedrático de Filoloxía Inglesa da Universidade da Coruña e presidente do Instituto Universitario de Investigación de Estudos Irlandeses. Cerrará o acto o presidente da RAG, Xesús Alonso Montero
O acto celebrarase este venres 24 de xaneiro ás 19.30 horas, na sede da RAG (Tabernas, 11 de A Coruña).
Estaremos moi honrados de contar coa súa presenza.
ULISES
de James Joyce
No acto participarán Carlos Lema, en representación da Editorial Galaxia, os tradutores María Alonso Seisdedos, Eva Almazán, Xavier Queipo e Antón Vialle, Antonio de Toro, catedrático de Filoloxía Inglesa da Universidade da Coruña e presidente do Instituto Universitario de Investigación de Estudos Irlandeses. Cerrará o acto o presidente da RAG, Xesús Alonso Montero
O acto celebrarase este venres 24 de xaneiro ás 19.30 horas, na sede da RAG (Tabernas, 11 de A Coruña).
Estaremos moi honrados de contar coa súa presenza.
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Pausa para publicidade
—A historia —dixo Stephen— é un pesadelo do que
intento acordar.
Ulises. James Joyce
Tradución ao galego de
Antón Vialle
Eva Almazán
Xavier Queipo
María Alonso Seisdedos(Só falarei disto en presenza do meu psiquiatra)
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
A maldición
Contén o alento
e mergulla de novo
evitando sobre todo
que o axente corrosivo
che queime os pulmóns.
e mergulla de novo
evitando sobre todo
que o axente corrosivo
che queime os pulmóns.
sábado, 13 de abril de 2013
domingo, 7 de abril de 2013
Despedida anunciada
Alterar a estrutura duma pergunta perfeitamente traduzida porque a resposta possa induzir a entender que é gramaticalmente incorrecta e provocar, portanto, que o implacável caça-gralhas bem acomodado na sua poltrona crucifique por isso mil páginas de trabalhinho, chama-se, acho, auto-censura, ou até os mesmíssimos de que careço (e a falta que eles me faziam!).
Mais dois meses e mando tudo às favas, com ou sem um par de.
Mais dois meses e mando tudo às favas, com ou sem um par de.
quarta-feira, 20 de março de 2013
Desfase temporal
Un día na vida de Leopold Bloom son sete meses da miña vida (e seguen sen darme as contas).
P.S.: A 4 de novembro de 2013, foi un ano: as contas non deron.
P.S.: A 4 de novembro de 2013, foi un ano: as contas non deron.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Vai à vida...
—Mas, olha, Maria, que se a gente não tratar logo disso, ela vai à vida...
Foi o que o Orlando, muito sério, me disse e eu fiquei (assim, tipo) aterrada, isto é: apavorada e em terra. Não demorei mais o remédio e já a mota descansa na oficina, cuidados intensivos para a bateria moribunda, ou quem sabe?, morta. (Além do mais: as diurnas lucubrações metalinguísticas do caso pintaram-me meio sorriso no canto dum olho.)
Depois lembrei-me deste País, que está indo à vida, também..
A falta de razões, embora composta, é simples:
1. Mergulhei na revisão da tradução dum calhamaço da Literatura Universal (i.e: ocidental) que me adormece durante o dia e me acorda durante a noite. É um trabalho tão fascinante quanto ruinoso, de aí a contínua congelação dos meus dedos.
2. Os serões divido-os entre a leitura de Coetzee (Slowman) e o romance que um amigo desconhecido me confiou antes da sua publicação. E digo-vos: tenho o coração partido entre Austrália e Trás-os-Montes.
3. E que não me apetece ponta de um corno escrever.
Pronto. Ponto.
Foi o que o Orlando, muito sério, me disse e eu fiquei (assim, tipo) aterrada, isto é: apavorada e em terra. Não demorei mais o remédio e já a mota descansa na oficina, cuidados intensivos para a bateria moribunda, ou quem sabe?, morta. (Além do mais: as diurnas lucubrações metalinguísticas do caso pintaram-me meio sorriso no canto dum olho.)
Depois lembrei-me deste País, que está indo à vida, também..
A falta de razões, embora composta, é simples:
1. Mergulhei na revisão da tradução dum calhamaço da Literatura Universal (i.e: ocidental) que me adormece durante o dia e me acorda durante a noite. É um trabalho tão fascinante quanto ruinoso, de aí a contínua congelação dos meus dedos.
2. Os serões divido-os entre a leitura de Coetzee (Slowman) e o romance que um amigo desconhecido me confiou antes da sua publicação. E digo-vos: tenho o coração partido entre Austrália e Trás-os-Montes.
3. E que não me apetece ponta de um corno escrever.
Pronto. Ponto.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Verde que te quiero verde
Acorda-me o despertador e quase do único que tenho de vontade é de desliga-lo. Desligo. Uma hora mais tarde acordo. É dia. Está cinzento (os nevoeiros de agosto andam perdidos no calendário). Na rádio a música é a mesma de ontem: réquiem, um réquiem medonho e desafinado. Já na mesa, debruçada sobre a chávena, só tenho vontade de continuar a dormir, ali mesmo, o nariz enfiado nem que seja no arremedo de café que inventei para não me hipertensar (prometi ao meu médico não morrer antes de ele se reformar, haja paciência). Mas afinal, o verde do azeite sobre o pão, trazidos ambos da outra margem do rio conseguem que eu abra os olhos e diga: "Enfim...".
terça-feira, 12 de junho de 2012
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Água que não hás-de beber...
O indivíduo aparece embrulhado num cobertor no interior dum contentor de lixo (secção resíduos orgânicos: bem-hajam os assassinos com sentido cívico), muito pálido, sem respiração aparente e com três facadas, nenhuma delas mortal, em lugares diferentes do corpo inerte (uma na coxa da que a artéria femoral não resulta afectada, duas no costado esquerdo que não alcançam órgãos vitais). Certificada a morte do suposto defunto e autopsiado, ele morre definitivamente. Nos papeis diz que foi de excesso de água nos pulmões.
terça-feira, 13 de março de 2012
Guirlache
Pasei media mañán ás voltas da palabra que precisaba. Tiña un ch algures. Até aí sabía. Busquei por canto é sitio ou recanto de palabras perdidas nunca achadas: dicionarios, internet, memoria. Nada. Procura va, fútil desespero. [Xantei.] Saín de bicicleta ao descafé e no regreso, no esforzo pedalante dunha encosta, fixo, plop, saltoume aos dentes, coma un sorriso que triscase aos anaquiños.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Medallas
Hai tempo decidín gardar as medallas na vitrina, que levándoas ao peito sempre hai aquel perigo de furalo co alfinete traidor e desinchalo.
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quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Do prelo
O libro negro que o primeiro pintor colocara maliciosamente nas mans dun mendigo cego no espello transformábase nun libro con dúas partes, dous significados e dúas historias; pero cando un volvía a mirada para a primeira parede, comprobaba que o libro seguía sendo unha unidade e que o seu misterio estaba perdido algures dentro del.
Orhan Pamuk. O libro negro. Editorial Galaxia. 2011
[Tradución de Bartug Aykam e María Alonso Seisdedos]
[Tradución de Bartug Aykam e María Alonso Seisdedos]
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