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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

E duro e dálle

A tradución galega do Ulises de James Joyce, realizada por Antón Vialle, Eva Almazán, Xavier Queipo e María Alonso Seisdedos, recibiu o Premio Nacional a la Mejor Traducción de 2013 que outorga o Ministerio de Educación, Cultura e Deporte de España.

(Desculpen que non exteriorice a miña alegría pero aínda estou baixo os efectos da gasosa e a lata de mexillóns en escabeche da celebración de onte.)

segunda-feira, 7 de abril de 2014

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

E máis do mesmo

Editorial Galaxia e a Real Academia Galega presentan a tradución do:

ULISES
de James Joyce

No acto participarán Carlos Lema, en representación da Editorial Galaxia, os tradutores María Alonso Seisdedos, Eva Almazán, Xavier Queipo e Antón Vialle, Antonio de Toro, catedrático de Filoloxía Inglesa da Universidade da Coruña e presidente do Instituto Universitario de Investigación de Estudos Irlandeses. Cerrará o acto o presidente da RAG, Xesús Alonso Montero

O acto celebrarase este venres 24 de xaneiro ás 19.30 horas, na sede da RAG (Tabernas, 11 de A Coruña).

Estaremos moi honrados de contar coa súa presenza.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Pausa para publicidade

—A historia —dixo Stephen— é un pesadelo do que
intento acordar.
Ulises. James Joyce





Tradución ao galego de
Antón Vialle
Eva Almazán
Xavier Queipo
María Alonso Seisdedos


(Só falarei disto en presenza do meu psiquiatra)

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

A maldición

Contén o alento
e mergulla de novo
evitando sobre todo
que o axente corrosivo
che queime os pulmóns.

sábado, 13 de abril de 2013

Negrume

Já vejo o fim do túnel. Não se vê é luz.

domingo, 7 de abril de 2013

Despedida anunciada

Alterar a estrutura duma pergunta perfeitamente traduzida porque a resposta possa induzir a entender que é gramaticalmente incorrecta e provocar, portanto, que o implacável caça-gralhas bem acomodado na sua poltrona crucifique por isso mil páginas de trabalhinho, chama-se, acho, auto-censura, ou até os mesmíssimos de que careço (e a falta que eles me faziam!).

Mais dois meses e mando tudo às favas, com ou sem um par de.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Desfase temporal

Un día na vida de Leopold Bloom son sete meses da miña vida (e seguen sen darme as contas).

P.S.: A 4 de novembro de 2013, foi un ano: as contas non deron.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Vai à vida...

—Mas, olha, Maria, que se a gente não tratar logo disso, ela vai à vida...

Foi o que o Orlando, muito sério, me disse e eu fiquei (assim, tipo) aterrada, isto é: apavorada e em terra. Não demorei mais o remédio e já a mota descansa na oficina, cuidados intensivos para a bateria moribunda, ou quem sabe?, morta. (Além do mais: as diurnas lucubrações metalinguísticas do caso pintaram-me meio sorriso no canto dum olho.)

Depois lembrei-me deste País, que está indo à vida, também..

A falta de razões, embora composta, é simples:
1. Mergulhei na revisão da tradução dum calhamaço da Literatura Universal (i.e: ocidental) que me adormece durante o dia e me acorda durante a noite. É um trabalho tão fascinante quanto ruinoso, de aí a contínua congelação dos meus dedos.
2. Os serões divido-os entre a leitura de Coetzee (Slowman) e o romance que um amigo desconhecido me confiou antes da sua publicação. E digo-vos: tenho o coração partido entre Austrália e Trás-os-Montes.
3. E que não me apetece ponta de um corno escrever.

Pronto. Ponto.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Vou caçar nuvens!











É nesta guerra que me deram o privilégio de lutar...

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Verde que te quiero verde











Acorda-me o despertador e quase do único que tenho de vontade é de desliga-lo. Desligo. Uma hora mais tarde acordo. É dia. Está cinzento (os nevoeiros de agosto andam perdidos no calendário). Na rádio a música é a mesma de ontem: réquiem, um réquiem medonho e desafinado. Já na mesa, debruçada sobre a chávena, só tenho vontade de continuar a dormir, ali mesmo, o nariz enfiado nem que seja no arremedo de café que inventei para não me hipertensar (prometi ao meu médico não morrer antes de ele se reformar, haja paciência). Mas afinal, o verde do azeite sobre o pão, trazidos ambos da outra margem do rio conseguem que eu abra os olhos e diga: "Enfim...".

terça-feira, 12 de junho de 2012

Mazada

De todos os traballos, o máis pesado é o que non dá traballo ningún facer.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Água que não hás-de beber...

O indivíduo aparece embrulhado num cobertor no interior dum contentor de lixo (secção resíduos orgânicos: bem-hajam os assassinos com sentido cívico), muito pálido, sem respiração aparente e com três facadas, nenhuma delas mortal, em lugares diferentes do corpo inerte (uma na coxa da que a artéria femoral não resulta afectada, duas no costado esquerdo que não alcançam órgãos vitais). Certificada a morte do suposto defunto e autopsiado, ele morre definitivamente. Nos papeis diz que foi de excesso de água nos pulmões.

terça-feira, 13 de março de 2012

Guirlache

Pasei media mañán ás voltas da palabra que precisaba. Tiña un ch algures. Até aí sabía. Busquei por canto é sitio ou recanto de palabras perdidas nunca achadas: dicionarios, internet, memoria. Nada. Procura va, fútil desespero. [Xantei.] Saín de bicicleta ao descafé e no regreso, no esforzo pedalante dunha encosta, fixo, plop, saltoume aos dentes, coma un sorriso que triscase aos anaquiños.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Medallas

Hai tempo decidín gardar as medallas na vitrina, que levándoas ao peito sempre hai aquel perigo de furalo co alfinete traidor e desinchalo.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Do prelo











O libro negro que o primeiro pintor colocara maliciosamente nas mans dun mendigo cego no espello transformábase nun libro con dúas partes, dous significados e dúas historias; pero cando un volvía a mirada para a primeira parede, comprobaba que o libro seguía sendo unha unidade e que o seu misterio estaba perdido algures dentro del.
Orhan Pamuk. O libro negro. Editorial Galaxia. 2011
[Tradución de Bartug Aykam e María Alonso Seisdedos]